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Mostrando postagens de agosto, 2025
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 Aula 4 O professor: E como aprendemos, então? Ernesto: Aprendemos quando queremos aprender, senhor. O professor: E quando não queremos aprender? Ernesto: Quando não se quer aprender, não vale a pena aprender. Marguerite Duras A aula de hoje me levou a revisitar o livro  A escuta das diferenças , de Carlos Skliar, cuja obra é referência incontornável quando se trata de pensar a educação inclusiva a partir de uma perspectiva ética, estética e política. Skliar, pesquisador do Instituto de Investigações Sociais da América Latina, vinculado à FLACSO e ao Conicet, com formação em Fonoaudiologia e doutorado em Ciências da Recuperação Humana, tem se dedicado a uma escrita que desafia os discursos pedagógicos tradicionais e convida à escuta sensível das singularidades humanas. Durante o encontro, debatemos sobre os processos de ensinar, aprender e avaliar sob a ótica da inclusão. Skliar nos provoca a repensar esses atos não como práticas técnicas ou burocráticas, mas como gestos profu...
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 Aula 2  Qual é a economia do olhar do Ocidente? O que significa conhecer dentro dessa tradição? Como podemos incorporar as noções de identidade e diferença nos debates educacionais contemporâneos? E, afinal, qual é a relação entre identidade, diferença e inclusão ? Nosso segundo encontro foi marcado por uma ampliação significativa do debate em torno da tradição filosófica ocidental. Longe de ser apenas uma herança do passado — como se fosse um vestígio arqueológico ou um museu ideológico — essa tradição ainda opera como matriz ativa de pensamento. Continua a moldar os modos de percepção, os critérios de validação do conhecimento e os padrões de comportamento que nos atravessam cotidianamente. Mesmo que esses modos de estruturação já não sejam capazes, em sua totalidade, de sustentar os nossos modos de existência como outrora, eles permanecem como forças normativas que tensionam nossas práticas, nossas instituições e nossas subjetividades. É nesse contexto que discutir  ...
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Aula 1 Início de semestre. Expectativas. Encontros e desencontros. É assim que se abre a disciplina  Diferença e Inclusão  —  dois conceitos tão recorrentes e tão mal compreendidos. Mantoan chega como quem desestabiliza certezas. Sacode nossas estruturas pedagógicas cuidadosamente montadas: planos de aula engessados, textos previamente escolhidos, avaliações milimetricamente desenhadas, objetivos delimitados como fronteiras. Ela não se interessa por respostas prontas. Mantoan quer encontrar a  outridade  que nos habita — aquilo que escapa à norma, ao previsível, ao já sabido. Não parte de pressupostos sobre nossas pesquisas; aposta na escuta como gesto ético e político. Ela pergunta, não por saber as respostas, mas porque entende que perguntar é a verdadeira obra do pensamento. As bolas de sabão que esta criança Se entretém a largar de uma palhinha São translucidamente uma filosofia toda. Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,   Amigas dos olhos com...

Diários de aula

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  Ao final de cada encontro, registramos em palavras nossas impressões, inquietações e aspirações surgidas a partir das discussões realizadas. Este diário, portanto, é um espaço de compartilhamento sensível das nossas inquietações — não com a intenção de esgotar os textos debatidos, nem de buscar sentidos, significados ou interpretações definitivas, mas sim de acolher o que nos atravessa e permanece ecoando. Dia 05/08 A aula inaugural da disciplina partiu de um questionamento central: o que cada um de nós espera encontrar nos debates promovidos ao longo do curso? O que chamou a atenção foi que, ao responderem a essa provocação, os integrantes da turma, de modo geral, percebem a escola como um espaço de enquadramento, uniformização e calcificação de práticas e saberes. Como transformar esse estado de coisas? O que pode, afinal, a escola? ( Angelissa) Dia 12/08 Identidade e Diferença. Como permitir que essa gramática circule entre os muros altos das cristalizações e os silêncios imp...