Aula 2
E, afinal, qual é a relação entre identidade, diferença e inclusão?
Nosso segundo encontro foi marcado por uma ampliação significativa do debate em torno da tradição filosófica ocidental. Longe de ser apenas uma herança do passado — como se fosse um vestígio arqueológico ou um museu ideológico — essa tradição ainda opera como matriz ativa de pensamento. Continua a moldar os modos de percepção, os critérios de validação do conhecimento e os padrões de comportamento que nos atravessam cotidianamente.
Mesmo que esses modos de estruturação já não sejam capazes, em sua totalidade, de sustentar os nossos modos de existência como outrora, eles permanecem como forças normativas que tensionam nossas práticas, nossas instituições e nossas subjetividades. É nesse contexto que discutir identidade e diferença torna-se urgente: não como categorias fixas, mas como dimensões dinâmicas que desafiam os pressupostos universalizantes da tradição ocidental e abrem espaço para uma educação mais plural, inclusiva e sensível à multiplicidade dos sujeitos.
Textos:
SILVA.Tomaz Tadeu. A produção social da identidade e da diferença. In: SILVA. Tamaz. HALL. Stuart. Woodward. Kathryn. Identidade e Diferença: a perscpectiva dos Estudos Culturais. Petropólis: Vozes, 2000.
HALL, Stuart. Quem precisa da identidade? In: SILVA. Tamaz. HALL. Stuart. Woodward. Kathryn. Identidade e Diferença: a perscpectiva dos Estudos Culturais. Petropólis: Vozes, 2000.
Retrato de Ambroise Vollard. Pablo Picasso (1910) - Museu Pushkin - Moscou.
A identidade se produz na diferença. É vivendo nas relações da sociedade que nos formamos e nos transformamos a partir do outro. O que nos difere, o que assemelha, o que nos legitima a partir do que somos e do que somos e do que estamos próximos a ser.
ResponderExcluirE a escola... É a vida, os horizontes possíveis. É um futuro de possibilidades.